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Decania do CFCH apresenta espaço de exposições em seminário da UFRJ

O trabalho foi apresentado na mesa do Eixo 4 – Extensão, Integração e Sociedade do Seminário UFRJ Faz 100 Anos. Na mesma mesa foram apresentados ainda o trabalho “Ciência, História e Cultura: o Museu na Quinta da Boa Vista”, por Fernanda Guedes; “Construindo um Museu de Anatomia: um projeto de Extensão dinâmico”, por Ludmila Ribeiro de Carvalho; “Ensino, Pesquisa e Extensão como prática de divulgação científica no interior do Espaço Memorial Carlos Chagas Filho”, por Karina Siciliano Oliva Saraiva; e “Divulgação das Geociências pelo Museu da Diversidade-Igeo-UFRJ”, por Damiane Daniel Silva Oliveira dos Santos.

Portugal, que é também um dos coordenadores do Espaço, falou para o público que ocupou o auditório. “Entre os objetivos estão estimular a produção de exposições no âmbito do CFCH, dar visibilidade à produção acadêmica das unidades, contribuir para a formação de curadores e proporcionar a articulação com movimentos sociais”, explicou, acrescentando ainda a ênfase extensionista a que o projeto se propõe. “Tivemos muitas solicitações de visitas guiadas nas quatro curadorias realizadas até agora. Muitas escolas da rede estadual têm nos procurado interessadas em levar seus alunos até o Espaço”, completou.

O coordenador de Pós-Graduação do CFCH citou ainda alguns números do projeto: 206 visitas registradas, sendo 107 de escolas públicas. O projeto “Quartas Vermelhas” - sessões de filmes seguidas de debates com especialistas como parte da curadoria “Revolução em Imagens”, sobre os 100 anos da Revolução Russa - teve 131 participantes. Entre as avaliações deixadas pelos visitantes dessa mesma exposição, 97,4% disseram que a recomendariam, 96,6% afirmaram que consideraram a curadoria “interessante”; e 94,4% a classificaram como “útil” e de “fácil compreensão”.

Após as apresentações, os palestrantes responderam a perguntas do público. O debate orbitou em torno da questão da divulgação científica na universidade. Para Ludmila de Carvalho, servidora técnico-administrativa do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB), há uma grande demanda reprimida de informações sobre projetos por parte do próprio público interno da UFRJ. “Nós não nos conhecemos internamente. Nossa universidade é tão vasta que muitas vezes não conhecemos nem o nosso colega do lado“, opinou. Érika Negreiros, uma das autoras do trabalho sobre o Espaço Memorial Carlos Chagas Filho, falou sobre a importância em estabelecer parcerias na universidade. “Muitas vezes precisamos dos ônibus internos para o transporte de estudantes para as exposições. Isso contribui muito para o sucesso do nosso trabalho”, afirmou. Francisco Portugal observou outro aspecto da questão. “Não é apenas a divulgação que precisa ser aprimorada. Mas também perceber a Extensão como uma atividade da universidade e refletir sobre a sua importância para a UFRJ”, apontou o professor.

Para conhecer mais sobre o Espaço Memória, Arte e Sociedade Jessie Jane Vieira de Sousa, clique aqui. 

 

Foto: Pedro Barreto/SeCom/CFCH

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