CFCH - Centro de Filosofia e Ciências Humanas

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Equipe da Decania do CFCH reafirma proposta de diálogo e repactuação

 Decano espera unir as unidades em torno da defesa da Universidade pública, gratuita, laica e socialmente referenciada

O professor Marcelo Macedo Corrêa e Castro, decano do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) da UFRJ, continuou, nesta semana, a agenda de visitas às unidades do Centro. Acompanhado da equipe de coordenadores de integração acadêmica, o decano apresentou as propostas de trabalho, sempre enfatizando o diálogo e a repactuação como método. “O papel da Decania é apoiar, estimular e promover a integração das unidades entre elas e entre os órgãos da estrutura superior da UFRJ. Sob esta perspectiva, o decano representa esse coletivo”, afirmou na visita ao Colégio de Aplicação (CAp) no último dia 4. 

O professor Vantuil Pereira, diretor do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas em Direitos Humanos (Nepp-DH) e substituto eventual do decano, falou sobre os desafios da gestão. “Estamos chegando num momento de inflexão histórica da universidade e do lugar do CFCH no processo de afirmação da universidade como espaço público, com uma função social clara e definida, de ofertar à sociedade uma instituição de produção de conhecimento”, disse. “Eu me incorporei a esta equipe, durante a campanha da pesquisa eleitoral para a Decania, por acreditar neste grupo, que expressa o pensamento do campo dos Direitos Humanos, do campo racial e da universidade pública, gratuita e socialmente referenciada. Por este motivo que eu estou muito empolgado com este projeto”, completou Vantuil.

A professora Juliana Beatriz, do Instituto de História (IH) e coordenadora de integração acadêmica de Pós-Graduação da Decania, falou sobre as possibilidades de parceria com o Colégio de Aplicação. “Eu sou professora do Mestrado Profissional de Ensino de História e, portanto, essa interface com o ensino e a Educação Básica são questões importantes para mim e me coloco à disposição para pensarmos em políticas para o fortalecimento do Pibic (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica) de Ensino Médio, que é uma política importante da universidade, mas que tem pouca penetração nas unidades, e também para apoiar programas lato sensu que o CAp possa estar inserido”, apontou.

O professor Pedro Paulo Bicalho, do Instituto de Psicologia (IP) e coordenador de integração acadêmica de Extensão da Decania, enumerou as principais iniciativas a serem empreendidas. “Este é um momento muito importante para construirmos uma política de Extensão do CFCH, tendo em vista que este é o Centro com o maior número de ações, em termos proporcionais ao número de docentes. Estamos imbuídos em todos os esforços para finalizar o processo de creditação nas unidades. Por outro lado, estamos preocupados também que todas as nossas ações estejam inseridas no Siga (Sistema Integrado de Gestão Acadêmica), o que muitas vezes é uma dificuldade. Também estamos nos empenhando para que as nossas ações estejam visíveis para eles. Para isso, estamos buscando reunir essas ações e torná-las mais acessíveis”, relatou.

Direção informa demandas ao decano

A professora Cristina Miranda, diretora do CAp-UFRJ, agradeceu a visita da equipe da Decania e falou sobre o atual momento da escola, das transformações que têm sido realizadas, mas também sobre as dificuldades enfrentadas, como a limitação do espaço físico e do déficit do número de professores e servidores técnico-administrativos. “Como uma escola de formação de professores, estamos vivendo um momento muito importante com a criação do Complexo de formação de professores. Este ano, iniciamos uma discussão de forma mais sistemática sobre o nosso papel. No final dos anos 1990, adotamos o sorteio público como forma de ingresso. Desde então, temos pensado como trabalhar com esse novo grupo de estudantes, que chegam à escola através de um acesso democrático. Isso nos fez pensar como o nosso trabalho precisa ser modificado para receber esse conjunto de estudantes”, disse. 

O professor Marcelo Castro prometeu incorporar as demandas ao planejamento de trabalho da Decania. “Estamos fazendo essa escuta em todas as unidades do nosso Centro. Depois disso, teremos um conjunto de questões comuns e outro de questões específicas que vão permitir à equipe traçar uma estratégia permanente de defesa e proposição de causas. Nós temos que colecionar essas escutas para tentar dar organicidade ao trabalho da equipe”, disse o decano do CFCH. 

União em defesa da UFRJ

No dia 12 de setembro, a equipe compareceu à reunião de Congregação da Escola de Comunicação (ECO) da UFRJ. O decano mais uma vez reafirmou os objetivos da gestão e reforçou a importância da união em defesa da universidade pública, principalmente após o incêndio no Museu Nacional da UFRJ, quando aumentaram exponencialmente os ataques, publicações de notícias falsas e ilações, seja através das redes sociais, ou mesmo da imprensa corporativa. “A UFRJ está extremamente ameaçada em sua condição preferencial enquanto universidade pública, gratuita, laica e socialmente referenciada. O que está em xeque é a sociedade republicana, a própria ideia de República e o processo civilizatório. Tudo isso está sendo ciclicamente questionado. Por este motivo, penso que seja importante nos unirmos em torno de um objetivo comum, que é a luta pela nossa universidade”, disse o professor Marcelo Castro. 

A professora Suzy dos Santos, vice-diretora da ECO-UFRJ, endossou as palavras do decano: “O ataque não é só ao reitor. É um ataque a todos nós. E se nós não nos juntarmos, vamos ser atacados individualmente. Então, não há opção. É muito importante estarmos unidos. Fico muito grata pela oferta de interlocução no Consuni (Conselho Universitário), algo que nós sempre tivemos uma certa dificuldade, mesmo com a presença dos nossos representantes nesse colegiado. Temos que acreditar que podemos estar sempre juntos e construir o consenso”, concluiu a professora.

 

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Reportagem e fotos: Pedro Barreto/SeCom/CFCH

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