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VivaUFRJ: gestores da Praia Vermelha se reúnem com integrantes da Reitoria

 

Na última segunda-feira, dia 9, o vice-reitor da UFRJ, Carlos Frederico Leão Rocha, e a diretora executiva do projeto VivaUFRJ, Nadine Borges, participaram de uma reunião com dirigentes do campus da Praia Vermelha, realizada no Auditório da Decania do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH).

O encontro teve como objetivo dirimir dúvidas acerca do projeto VivaUFRJ, iniciado na gestão do professor Roberto Leher (2015-2019), a partir da contratação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no valor de R$ 2,6 milhões, para a avaliação econômico-financeira de empresas interessadas em realizar estudos visando a cessão de áreas da UFRJ à iniciativa privada. O Banco Fator foi o vencedor da licitação e atualmente já realiza estudos de viabilidade. “Estamos aqui para implementar um projeto que teve início da gestão anterior e cujos resultados só serão vistos na próxima gestão. Portanto, não é um projeto de uma Reitoria, mas de toda a UFRJ”, afirmou Rocha.

Dos 430 mil metros quadrados de área em estudo, a Praia Vermelha comporta cerca de 55 mil metros quadrados. Rocha reconheceu que o campus é a área de maior valor imobiliário, mas tratou de tranquilizar os presentes: “Todos os prédios históricos serão preservados. Não há possibilidade de o Ipub (Instituto de Psiquiatria) sair da PV (Praia Vermelha). Haverá espaço para a Casa da Ciência no campus. Estamos conversando com a Direção do Complexo Hospitalar sobre o INDC (Instituto de Neorologia Deolindo Couto)”, garantiu, mencionando algumas unidades cujos gestores manifestaram preocupação. “Não teremos mais contêineres, pois entre as contrapartidas exigidas está a construção de prédios de salas de aula. O que pretendemos é dar visibilidade ao nosso patrimônio. Todas as unidades ficarão tão bem ou melhor acomodadas quanto estão hoje”, assegurou o vice-reitor. Rocha também falou sobre outros projetos para a universidade. “Os investimentos de expansão serão feitos no Fundão. Precisamos de recursos para realocar todos. A ala B do alojamento será recuperada. Este é um compromisso da nossa Reitoria”, completou, antes de deixar o local.

Em seguida, Nadine Borges apresentou mais detalhes e respondeu perguntas dos presentes. “Não podemos ter ilusões. Se a UFRJ conseguir recursos hoje, eles serão contingenciados. Por isso, precisamos ser criativos”, comentou. Borges ordenou as prioridades das contrapartidas: 1º: assistência estudantil; 2º: finalização de obras inacabadas; 3º: salas de aulas e laboratórios; 4º: equipamentos culturais e; 5º: melhoria da infraestrutura do campus da Praia Vermelha. “Exigimos como contrapartida a manutenção das atividades realizadas pelas unidades”, afirmou.

A diretora executiva reafirmou a seriedade e a responsabilidade da equipe de trabalho com o patrimônio da UFRJ. “Todos nós temos compromisso com a universidade pública. Somos um cliente ‘chato’ para o BNDES. Nosso corpo de professores e técnicos questiona tudo e não faremos nada que contrarie o interesse público. Mas precisamos encontrar soluções para que a UFRJ continue funcionando. Por isso, pedimos a confiança e a paciência de vocês”, concluiu.

O dia 20 de novembro deste ano é o prazo estabelecido para a entrega do estudo em realização pelo Banco Fator. A partir de fevereiro de 2020, os resultados serão apresentados no Conselho Universitário para que toda a comunidade universitária tenha conhecimento e possa ocorrer a deliberação na instância máxima da universidade. 

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