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Martinho da Vila ministra aula inaugural do IH-UFRJ

Biografia

Martinho da Vila tem uma vida dedicada à luta contra a discriminação racial. Nascido há 79 anos, no dia 12 de fevereiro (sábado de carnaval), em Duas Barras, região serrana fluminense, foi criado em Lins de Vasconcelos, na Serra dos Pretos Forros. Começou no samba no Bloco Acadêmicos Aprendizes da Boca do Mato, do qual foi um dos fundadores e diretor de Harmonia. Serviu o Exército como sargento-escrevente, datilógrafo e contador do Ministério da Guerra. Trabalhou também como químico e farmacêutico, profissões que abandonou após 13 anos para dedicar-se exclusivamente ao samba e às letras. 

Como compositor, lançou mais de 60 discos e gravou uma infinidade de músicas. Muito identificado com a GRES Vila Isabel, foi um dos compositores de “Kizomba, festa da raça”, samba enredo que conquistou o carnaval de 1988 e eternizou-se como um dos mais belos e entoados Brasil afora. Martinho também é autor de livros como "Kizombas, andanças e festanças", publicado em 1998, "Joana e Joanes - Um romance fluminense", de 1999, "Ópera Negra", de 2000, “Memórias Póstumas de Tereza de Jesus”, de 2002, "Os Lusófonos", de 2006, o infantil "Vermelho 17", de 2007, "A Rosa Vermelha e o Cravo Branco", de 2008, "A Serra do Rola Moça", de 2009, entre outros. Em 2010, sua candidatura à Academia Brasileira de Letras foi derrotada pela do diplomata Geraldo Holanda Cavalcanti. No entanto, em 2014, foi eleito para a cadeira 14 da Academia Carioca de Letras, com 28 dos 38 votos totais, vencendo o jurista João Paulo dos Reis Velloso. 

Em sua cidade natal, fundou o Instituto Cultural Martinho da Vila, que atende crianças do município e adjacências com aulas de música e outras atividades de formação profissional. Também em Duas Barras, recebeu uma merecida homenagem, em 2011, a ser agraciado com uma estátua em tamanho natural.

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