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Conselho de Coordenação do CFCH aclama Marcelo Macedo Corrêa e Castro como o novo decano do CFCH

 O decano eleito prometeu estar "sensível e receptivo" a todo o corpo social do CFCH

Os conselheiros do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) homologaram por aclamação o relatório da Comissão de Pesquisa, que indicou o professor Marcelo Macedo Corrêa e Castro, da Faculdade de Educação (FE), como decano para o quadriênio 2018-2022. Após a homologação, o Conselho de Coordenação, presidido pela decana Lilia Guimarães Pougy, elegeu por unanimidade Corrêa e Castro para o cargo.

Seguindo as normas eleitorais, o primeiro ponto de pauta da reunião foi a análise do relatório. Houve discussão em relação aos 29 votos depositados no segundo dia de pesquisa na urna do campus do Largo de São Francisco. Entre as cédulas de docentes, havia um voto equivocadamente depositado por servidor/a técnico-administrativo/a. De acordo com o item “12.1.b” das normas eleitorais que determina a impugnação “dos votos de uma categoria quando houver diferença superior a 3% (três por cento) entre o número de votos de uma determinada categoria e o número de votantes na lista de assinaturas daquela categoria”, conforme o ocorrido. Por este motivo, os votos não foram contabilizados na apuração, mas a Comissão de Pesquisa encaminhou que o Conselho de Coordenação deliberasse sobre a impugnação ou não dos mesmos. Os conselheiros, por sua vez, decidiram, por maioria, não recepcionar a solicitação da Comissão, considerando que o regimento prevê a intervenção do Conselho apenas em caso de recurso. Como não houve pedido de recurso, os votos permaneceram invalidados. Clique aqui para ler as normas eleitorais. 

Escutando o corpo social do CFCH

Em seguida, a decana apresentou o segundo ponto de pauta do dia: a eleição para decano. Os 13 conselheiros do CFCH com direito a voto presentes na sessão votaram por unanimidade no professor Marcelo Macedo Corrêa e Castro para o cargo de decano do CFCH para o quadriênio 2018-2022. A decana enfatizou a importância do processo democrático. “Há muito não havia um processo como este. Houve debate de projetos para o Centro e para a Universidade. O Conselho tem como função cumprir decisões colegiadas, como as que definiram as normas e o calendário eleitoral, pontos longamente discutidos nesta instância. Isso tudo faz parte deste processo e o resultado dele é claro: indica o professor Marcelo como o novo decano. A Comissão de Pesquisa trabalhou de forma dialógica, ouvindo e debatendo com toda a comunidade do CFCH”, afirmou Lilia.

Já eleito, o novo decano eleito se manifestou: “Eu espero, com esta eleição, poder repactuar o CFCH. Está muito claro para mim que, num período de disputa, muitos limites se perdem. Mas eu pretendo atender a este chamado de repactuar o CFCH. O que está em jogo não é um grupo ou outro, mas sim uma área de desenvolvimento de ensino, pesquisa e extensão e nós temos que trabalhar agora nesse esforço. Eu acho que consegui escutar o que o corpo social que se contrapunha ao meu projeto quis dizer. Então, eu pretendo apresentar um projeto bastante sensível e receptivo a essa escuta”, disse Corrêa e Castro, destacando que lamenta a impugnação dos votos. “Poderiam ter votos para mim naquela urna. Essas pessoas têm que ser consideradas como parte do processo”, completou.

Sobre a participação do corpo social do CFCH, o decano eleito destacou a participação dos 1.046 eleitores que compareceram às urnas, dentre os 8.537 possíveis. “Nós precisamos nos perguntar muito por que, num universo de quase nove mil pessoas, apenas mil e poucas compareceram. Ainda assim, esse número nos deixou exultantes, pois ele é muito acima do que costuma ocorrer. Se nós discutíssemos (o Centro) mais frequentemente, talvez essa participação fosse diferente”, avaliou. “Não podemos fazer vista grossa ao esvaziamento da democracia representativa na nossa universidade. Em outros tempos, havia seções eleitorais em outros locais e nos três turnos no campus. Por falta de mesários e de fiscais, acabamos ficando com apenas uma seção e funcionando em um horário mais reduzido. Isso é um sintoma bastante grave do quanto a democracia de participação está sofrendo ameaças de nós mesmos”, comentou. 

Em relação ao clima de tensão entre os dois candidatos, seus apoiadores e a comissão eleitoral, Corrêa e Castro acredita ser o resultado da falta da disputa nos últimos pleitos. “Espero que daqui a quatro anos nós possamos estar celebrando o resultado de um processo sem dúvida nenhuma, sem problema nenhum. Eu acho que nós relaxamos um pouco, porque não havia disputa. Bastou aparecerem duas candidaturas para relembrarmos como se regula uma campanha, o que vale e o que não vale. E a própria comissão muitas vezes não tinha respostas. Então, nós precisamos construir coletivamente”, afirmou o decano eleito.

Fortalecendo a democracia na universidade

Amaury Fernandes (de camisa laranja, no centro da foto), presidente da Comissão de Pesquisa, lamentou o ambiente tumultuado que ocorreu em determinados momentos da campanha e na apuração dos votos. “As pessoas, de ambos os lados, cometeram erros. Nós temos uma democracia muito frágil e eu particularmente acho que a universidade vem se fragilizando por esse tipo de disputa interna, com os ânimos acirrados do jeito que estavam. Se observarmos os projetos para o Centro, ninguém é favor do ensino pago, todo mundo é a favor da inclusão e das cotas. As concordâncias são muito maiores do que as discordâncias”, analisou. 

Sobre a impugnação dos votos docentes do segundo dia da pesquisa da urna do Largo de São Francisco, Fernandes disse que a decisão de encaminhar a discussão para o Conselho de Coordenação do CFCH foi maioria entre os representantes da Comissão de Pesquisa. “Em todas as decisões anteriores que eu considerei delicadas, trouxe para o Conselho. Então não era essa que eu não iria trazer. Houve pressão de todos os lados por uma série de coisas. E era uma questão delicada demais. Na comissão, nós acordamos que iríamos considerar válido o maior número possível de votos. No caso da urna do Largo de São Francisco, não houve uma unanimidade, mas sim uma maioria (pela impugnação dos votos dos docentes). Assim como houve uma maioria favorável a que se levasse a questão para o Conselho”, finalizou.

 

Fotos: Pedro Barreto/SeCom/CFCH

 

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