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Migração, trabalho e capitalismo

Aconteceu, na manhã do último dia 13, o terceiro evento da série “Quartas em movimento”, parte integrante da curadoria “Migrações e Refúgio: presença, história e desafios no Rio de Janeiro”. A mesa “Migrações e Trabalho: Trabalho, vida cotidiana e lazer” foi composta pelos professores Rodrigo Castelo, da UniRio; Marcos Botelho, da UFRJ;  e Marcelo Melo, também da UFRJ. A mediação ficou a cargo da professora Cleusa Santos, da Escola de Serviço Social (ESS) da UFRJ. 

O debate girou em torno da influência do capitalismo e do imperialismo na reorganização e precarização do trabalho, e a migração como questão central que reflete o modo de produção vigente e suas demandas. “Pensar migrações é pensar essa forma de organização da sociedade que é a sociedade burguesa”, afirmou Cleusa. 

Marcos Botelho falou sobre as questões que perpassam o cotidiano dos migrantes no mundo capitalista, em que as relações entre os seres humanos passam a ser "coisificadas". “O capitalismo é marcado por instabilidade constante. Capitalismo é crise”, definiu. 

Marcelo Mello analisou a relação e a importância do lazer na vida das pessoas e como essa relação é um fenômeno da ordem burguesa, que se relaciona com as históricas conquistadas da classe trabalhadora. “O lazer não quer dizer descanso é uma demanda da classe burguesa”, resumiu. 

 

*Bolsistas do Projeto Espaço Memória, Arte e Sociedade Jessie Jane Vieira de Souza, da Decania do CFCH.

Foto: Decania do CFCH

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