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“A UFRJ, historicamente, não foi afeita ao debate racial”

Entrevista com Vantuil Pereira, candidato a decano do CFCH

Por Pedro Barreto/Secom/CFCH

A comunidade do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) da UFRJ participa, entre os dias 16 e 18 de maio, da pesquisa eleitoral que indicará o futuro decano. O candidato único é o professor Vantuil Pereira, historiador por formação, diretor do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas em Direitos Humanos (Nepp-DH) durante duas gestões (2012−2016 e 2016−2020) e substituto eventual do atual decano, professor Marcelo Macedo Corrêa e Castro, na gestão 2018−2022.

Apesar de não ter concorrentes na disputa, Vantuil enfatiza a participação da comunidade universitária no processo. “Participar dos processos para a escolha de representantes tornou-se mecanismo de fortalecimento da Universidade como espaço de produção de conhecimento e, sobretudo, de expressão da nossa democracia interna”, destaca.

Ao longo de sua trajetória acadêmica na UFRJ até aqui, o professor se notabilizou pela defesa da democratização da universidade pública, principalmente em seu recorte étnico-racial. O atual candidato liderou ainda a criação do Coletivo de Docentes Negras/os da UFRJ, que defende, entre outros pontos, a elaboração de políticas antirracistas na instituição. Nesse sentido, Vantuil defende a ampliação de políticas de cotas na Universidade, a adoção de políticas de qualificação de servidores técnico-administrativos e trabalhadores terceirizados e a oferta de cursos de extensão e de pós-graduação que tenham como público trabalhadores e a parcela mais vulnerável da população que não tem acesso regular aos bancos escolares. “Estamos em sintonia com a construção de uma Universidade que abarque a diversidade, que seja socialmente referenciada de forma ampla”, afirma. 

Vantuil fala também sobre a responsabilidade de se tornar o primeiro decano negro do CFCH. “Sou um professor negro dentre poucos na instituição, esta que, historicamente, não foi afeita ao debate racial, de gênero e das chamadas ‘minorias’. Sendo assim, penso expressar a necessária vocalização coletiva de posicionamentos dos segmentos que estão à margem na nossa Universidade”, destaca.

O candidato diz ainda que pretende fortalecer a importância das Ciências Humanas e Sociais na UFRJ e lutar por mais recursos de pesquisas para a área. “Defenderemos que a política de recursos para a área de Humanas fortalece a interdisciplinaridade e completa a formação de profissionais, que não pode se contentar com a formação técnica sem uma visão humana dos processos. Não existe visão científica sem que se levem em conta as pessoas, o pensamento crítico e a humanização”, reflete. “Há muito, a visão das Humanas extrapolou os limites do ser humano. Fala-se do ambiente, do bem viver, da diversidade, da equidade, do desenvolvimento humano de forma integrada. Essa visão é oferecida a partir da necessária valorização de pesquisas no campo das Ciências Sociais e Humanas”, completa Vantuil.

Leia a seguir a entrevista na íntegra, concedida com exclusividade para o Setor de Comunicação (Secom) do CFCH:

Secom/CFCH: Por que o senhor decidiu se candidatar ao cargo de decano do CFCH?

Vantuil Pereira: A nossa candidatura é fruto de uma reflexão coletiva, que pode ser expressa nas mais de 120 assinaturas de apoio, dentre discentes, técnicos-administrativos e docentes. Sustenta-se em algumas ideias. Em primeiro lugar, pela necessária continuidade dos esforços de gestões anteriores que fizeram o CFCH chegar a um patamar de reconhecimento e respeito, combinados ainda com a expansão de novas temáticas e problemas. Cito aqui a importante gestão da professora Suely de Almeida, que foi continuada nas gestões que se seguiram. Uma segunda motivação refere-se, em conjunturas mais recentes, às novas demandas e aos novos desafios colocados para a área de Ciências Sociais e Humanas, em especial ao ataque à Universidade e à área, bem como a diminuição de recursos. Outro aspecto vinculado a esse é o novo perfil do corpo discente, com forte presença de estudantes e trabalhadores pobres e negros, que tem sido acompanhada de mobilizações de servidores técnico-administrativos e docentes para a necessária implementação de ações de permanência e promoção de políticas de inclusão. Soma-se a isso a necessidade que determinados segmentos tiveram de discutir a questão da representatividade negra na Universidade, que, de modo algum, se desconecta dos grandes problemas enfrentados pela instituição, tais como a redução orçamentária, a autonomia universitária e a afirmação da importância da área das Ciências Sociais e Humanas frente aos ataques anteriormente citados. 

Secom/CFCH: Para parte da comunidade da UFRJ, o papel das decanias, como estrutura média da Universidade, e dos centros, como integradores das unidades das áreas do conhecimento, ainda é desconhecido. Isso muitas vezes se reflete na pouca participação em pesquisas eleitorais, tanto na escolha de representantes, quanto para o cargo de decano. O que o senhor diria a estudantes, técnicos e docentes sobre a importância do envolvimento neste processo democrático?

Vantuil Pereira: Acredito que parte dessa descrença se deva à pouca compreensão do papel articulador que o centro pode promover. Muitas vezes não se leva em conta, por exemplo, o papel desempenhado pela decania em eventos como a Siac (Semana de Integração Acadêmica), que justamente articula as pesquisas por áreas, produzindo reflexões interdisciplinares.

No atual estágio da produção de conhecimento e de ampliação de novas epistemologias, a interseção das áreas se faz necessária e é fundamental para entendermos os dilemas e desafios atuais que enfrentamos. 

Deve-se considerar ainda a conjuntura de ataques à Universidade e à nossa autonomia. Participar dos processos para a escolha de representantes, diretores, decanos e reitores tornou-se mecanismo de fortalecimento da Universidade como espaço de produção de conhecimento e, sobretudo, de expressão da nossa democracia interna. É o momento crucial de exercermos, de forma ampla e inequívoca, a autonomia universitária e a nossa capacidade de nos autogerir. Não participar desse processo é enfraquecer a UFRJ. Votar, então, é uma forma de não aceitarmos qualquer tipo de ingerência, de ataque ou de questionamento quanto à nossa capacidade de decisão.  

Secom/CFCH: Se, em 2018, tivemos uma pesquisa eleitoral disputada entre dois candidatos, desta vez, o pleito se organiza em torno de chapa única. Como o senhor construiu essa unidade?

Vantuil Pereira: Para concretizar os aspectos gerais que já mencionamos, levamos a mensagem da necessária unidade para o enfrentamento de uma conjuntura que implica a existência de todos. São problemas em comum os desdobramentos e efeitos dos ataques à nossa área, à autonomia universitária e à ciência como um todo. Uma coisa é questionar pressupostos epistemológicos e políticos das ciências, outra, muito diferente, é a negação dos impactos do desenvolvimento delas na vida das pessoas, isto é, o negacionismo, como a continuidade de trabalhos das gestões anteriores, estar atento às novas demandas, a defesa da área de Humanas, da autonomia universitária, que não pode deixar de estar preocupada com os segmentos sociais que ela decidiu incorporar. 

Sem abrir mão da proposta de uma gestão posicionada, autônoma e independente, acreditamos que temos muitos pontos em comum. O papel da decania é de estar atenta às demandas que se apresentam, ser capaz de ouvir e dar voz à comunidade, e isso se reflete nos posicionamentos nos conselhos superiores, na gestão financeira, na articulação do ensino, da pesquisa e da extensão, na relação com os servidores e com o corpo discente.

Realizamos conversas com os mais variados segmentos, com os diretores de unidade, entre outros. Partimos do pressuposto de que a nossa diversidade (no campo das Ciências Sociais e Humanas) não pode se tornar um empecilho para o diálogo. A nossa força é a nossa diversidade de vozes, de visões de mundo e de posições críticas frente a ele. É a nossa capacidade de produzir ebulição de pensamento, de contrariar o que está posto, não aceitar os fatos como eles aparentemente se apresentam.

Deixamos claro o nosso compromisso com alguns temas que estão na ordem do dia e que se combinam com o cenário de precarização do ensino público, cortes orçamentários etc. Assim, é um problema de todos o enfrentamento de práticas homofóbicas, sexistas, capacitistas e racistas. Não menos importante é o enfrentamento ao adoecimento ao qual docentes, técnicos e discentes estão submetidos com as rotinas e precarizações do trabalho. Uma universidade que se propõe a ser transformadora e com papel social referenciado tem que partir do pressuposto de que práticas como essas não podem ser toleradas, têm que ser combatidas com políticas efetivas dentro da própria instituição. 

Também tivemos outras questões norteadoras. Cito, por exemplo, a necessária atenção que temos que dispensar ao ensino básico. Nesse ponto, em diálogo com o Colégio de Aplicação (CAp), o nosso plano de gestão possui diversos aspectos que visam fortalecê-lo como parte do nosso centro, dando-lhe mais autonomia. Por fim, o necessário apoio ao fortalecimento do Complexo de Formação de Professores (CFP).

Secom/CFCH: Ao longo de duas gestões à frente da direção do Nepp-DH, o senhor se notabilizou pela defesa de uma Universidade mais democrática, especialmente no que diz respeito ao seu recorte étnico-racial. Como pretende dar prosseguimento a essa tarefa à frente da decania do CFCH?

Vantuil Pereira: Primeiro é preciso registrar que o nosso raio de ação não se limitou às questões étnico-raciais. Nenhum trabalho de gestão se faz sozinho. Procuramos abrir um diálogo de respeito com os trabalhadores técnico-administrativos da unidade. Realizamos conversas individuais com cada um para que pudéssemos conhecê-los melhor e ouvi-los. Em segundo, implementamos audiências semestrais para podermos compartilhar questões, prestar contas etc., propostas que pensamos em dar prosseguimento junto aos trabalhadores técnicos, ampliando, na medida do possível, para os trabalhadores terceirizados da decania. Além disso, como é  um expediente da atual gestão da decania –, nossa porta também estará sempre aberta.

Outras políticas foram desenvolvidas. Desde o início de nossa gestão, tomamos como tarefa de continuidade a atuação em extensão, de ações junto aos movimentos sociais. Simultaneamente, adotamos uma política de criação de cursos lato sensu, de forma a abarcar pessoas que, porventura, não queiram entrar para a pós-graduação strictu sensu. Sobre esse último ponto, em 2014, pensamos coletivamente e construímos um programa de pós-graduação em Políticas Públicas em Direitos Humanos, cujo perfil deveria priorizar trabalhadores, implementadores de políticas públicas e de direitos humanos, agentes públicos e movimentos sociais em geral. Para tanto, fizemos a defesa de que deveríamos ofertar, prioritariamente, disciplinas no horário noturno. Dentro da proposta, deveríamos reforçar temáticas relacionadas ao gênero, à diversidade sexual, às relações raciais, ao trabalho, à barbárie, ao estado de exceção etc. 

Como consequência do projeto, defendemos, desde a primeira hora, a adoção de políticas de cotas – deveriam ser aplicadas, inclusive, nas bolsas de pesquisa –, que, gradativamente, foi se estendendo a negros, pessoas com deficiência, quilombolas, pessoas trans e travestis. Um programa novo, como inovação no campo de Humanas, deve se concentrar e ampliar o seu escopo para as problemáticas contemporâneas, sem deixar de perceber os desafios constantes na sociedade brasileira, como o nosso modelo dependente do capitalismo, as persistentes violências contra as mulheres, o trabalho escravo contemporâneo, a questão agrária e dos movimentos sociais.  

O que queremos dizer é que estamos em sintonia com a construção de uma Universidade que abarque a diversidade, que seja socialmente referenciada de forma ampla. Ela tem que expressar a diversidade da sociedade. 

Sobre esse último ponto, teremos uma gestão posicionada. E isso tem um sentido diverso. No específico de sua pergunta, ela diz respeito ao fato de que, em primeiro lugar, sou um professor negro dentre poucos na instituição, esta que, historicamente, não foi afeita ao debate racial, de gênero e das chamadas “minorias”. Sendo assim, penso expressar a necessária vocalização coletiva de posicionamentos dos segmentos que estão à margem na nossa Universidade. Em segundo, estudaremos a criação de comissões de inclusão e de enfrentamento ao racismo. Terceiro, como a atual gestão tem feito no Cepg (Conselho de Ensino para Graduados), iremos manter a discussão, colaborando no debate sobre a adoção de cotas na pós-graduação em todos os cursos da UFRJ. Como parte do Consuni (Conselho Universitário), do CEG (Conselho de Ensino de Graduação) e do CEU (Conselho de Extensão Universitária), pretendemos ainda abrir um debate acerca da adoção de cotas para as bolsas na Universidade como um todo. Não é admissível ficarmos discutindo determinadas políticas e outras se tornarem empecilho. Tudo isso será feito com uma ampla discussão no Conselho de Centro, com o corpo social do CFCH e com os nossos representantes nos colegiados superiores. 

Secom/CFCH: O Conselho de Coordenação é a instância deliberativa máxima do CFCH. Como o senhor analisa o papel desse colegiado e como ele pode ser aprimorado?

Vantuil Pereira: Um dos compromissos da atual gestão foi elaborar um novo regimento interno para o CFCH. A proposta já está para ser apreciada pelo Conselho de Centro. Em seguida, iremos discutir o novo regimento do próprio Conselho de Centro. Nesse processo, pretendemos discutir a incorporação de mecanismos que permitam a realização de sessões ampliadas em que seja convidado todo o corpo social para a discussão de temas de alta relevância para a comunidade, a incorporação de audiências públicas, o aprimoramento na dinâmica das comissões já existentes e a combinação de debates que envolvam os aspectos administrativos e de políticas acadêmicas, dando mais espaço para esse último.

Secom/CFCH: É parte do papel das decanias atuar como estrutura integradora das unidades que fazem parte de cada área do conhecimento. Como o senhor entende o funcionamento dessa integração hoje em dia e como pretende aprimorá-la?

Vantuil Pereira: A integração pode obedecer a diversos mecanismos. Tanto pode ser a de um facilitador quanto de coordenador, a depender da tarefa e do momento. Por outro lado, não deve atrapalhar. Ela deve levar em conta a autonomia de cada unidade. Ao mesmo tempo, chamar a atenção para o fato de que diversos processos no interior da Universidade não se fazem sozinhos, exigindo a cooperação e integração de esforços. Assim, em primeiro lugar é preciso fortalecer o que já existe. Por exemplo, a nossa presença na Siac. 

Outros precisam ser revistos e ampliados. Cito, por exemplo, o importante papel desenvolvido pela nossa representação no CEG e sua articulação com os cursos de graduação, em especial nos processos de discussão das políticas no contexto da pandemia. A tarefa agora é aprimorarmos e nos aproximarmos mais ainda das coordenações de curso de graduação, discutindo pontos em comum como a evasão, as Coaas (Comissões de Acompanhamento de Orientação Acadêmica) etc. No que tange à extensão, o trabalho deve continuar. A política conduzida pela atual coordenação tem sido referência.

A partir deste ano, o centro adquiriu nova atribuição, englobando todas as unidades, a que concentra a execução financeira e, mais adiante, de patrimônio. Tais atribuições exigirão um aprofundamento da articulação que temos feito. Para tanto, é preciso continuar o diálogo e os encaminhamentos já iniciados. Mantendo as nossas responsabilidades, pensamos ser tarefa cotidiana ouvir os diretores e os executores de cada unidade para que haja uma colaboração mútua de forma que as equipes se reforcem.

Secom/CFCH: A gestão do espaço físico é um ponto em permanente debate na UFRJ e, em específico, no CFCH. Sobre o tema, quais as questões mais urgentes a serem enfrentadas?

Vantuil Pereira: Vários pontos merecem destaque nesse quesito. Vou apontar os que me parecem mais urgentes e de onde se articulam outros. Em primeiro lugar, pretendemos continuar o profícuo diálogo e interação que a atual gestão entabulou com o Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE). Esse aspecto foi de fundamental importância para que tivéssemos um “aulário” que desafogasse a falta de salas na Praia Vermelha. Outro ponto será coadjuvarmos na conclusão das obras do Palácio Universitário, de forma que possamos ter novas salas e a Faculdade de Educação possa recuperar parte do que ela deixou de ter com as obras, ainda que isso seja pouco para essa unidade grandiosa. Penso ainda que podemos ajudar na condução de propostas que estão surgindo na Escola de Comunicação, tais como a implementação do Espaço Beatriz Nascimento, cuja finalidade é de criar um local de interação entre discentes e docentes.

Secom/CFCH: O papel das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas tem sido alvo de violentos ataques nos últimos anos. O senhor é vinculado ao Núcleo de Estudos de Políticas Públicas em Direitos Humanos (Nepp-DH), área especialmente confrontada e desqualificada, o que se reflete não apenas em discursos de ódio, mas também em termos de destinação de recursos para projetos e incentivos à pesquisa. Como pretende atuar diante desse cenário?

Vantuil Pereira: Na primeira gestão do professor Marcelo Castro, quando ainda vivíamos a “abundância” de recursos, me lembro da persistente defesa que os representantes do centro faziam do conjunto das unidades do CFCH. Em épocas de escassez (e de ataques), essa defesa deve ser potencializada. Sem desmerecer nenhum outro centro, pelo contrário, respeitando-os, vamos buscar defender o que cabe ao CFCH. Diríamos mais. Defenderemos que a política de recursos para a área de Humanas fortalece a interdisciplinaridade e completa a formação de profissionais, que não podem se contentar com a formação técnica sem uma visão humana dos processos. Não existe visão científica sem que se levem em conta as pessoas, o pensamento crítico e a humanização. É bom que se diga que, há muito, a visão das Humanas extrapolou os limites do ser humano. Fala-se do ambiente, do bem viver, da diversidade, da equidade, do desenvolvimento humano de forma integrada. Essa visão é oferecida a partir da necessária valorização de pesquisas no campo das Ciências Sociais e Humanas.

Secom/CFCH: O projeto Espaço Memória, Arte e Sociedade Jessie Jane Vieira de Sousa teve início na gestão da professora Lilia Guimarães Pougy e, desde 2017, já realizou exposições, debates, recebeu visitas de estudantes da rede pública, entre outras atividades. Entretanto, desde o início da pandemia de covid-19, o espaço não tem sido utilizado. Quais são os planos da sua gestão para esse projeto?

Vantuil Pereira: O espaço ocupou relevante papel desde a sua criação. No entanto, não vamos adiantar muitos aspectos aqui, pois será necessária uma avaliação do seu potencial.  

Secom/CFCH – A Revista do CFCH é uma publicação que pretende reunir artigos de professores, pesquisadores e estudantes desse centro. Nos últimos anos, destacou-se por publicar os trabalhos apresentados nas jornadas de iniciação científica. Como o senhor entende o papel dessa publicação e quais são as outras propostas da sua gestão para a integração das pesquisas do CFCH?

Vantuil Pereira: Como instrumento que dê vazão aos trabalhos desenvolvidos na iniciação científica e na pós-graduação. A revista, ao propor divulgar o que foi apresentado na Siac, tem cumprido relevante papel. Creio que isso mereça maior divulgação e valorização. Dessa maneira, inicialmente pensamos que ela deva seguir o mesmo formato. No entanto, será preciso avaliar mais detalhadamente, levando em conta seu potencial, incorporando novos docentes na comissão editorial, por exemplo.

Sobre a outra parte da sua pergunta, não existe uma fórmula pronta para fazer integração das pesquisas. Temos alguns caminhos e pretendemos conversar com a coordenação de integração. Primeiro, a realização de eventos que busquem unificar projetos e problemáticas comuns. Seria uma espécie de “unidade na ação”. A realização de eventos (mesas) que congreguem temas transversalizados. Esse modelo foi muito utilizado na gestão da professora Suely de Almeida. Reuniões com os coordenadores de pós-graduação, com grupos de pesquisa que possuam temas comuns ou aproximados, além do mapeamento de grupos de pesquisa de forma a produzir a interação entre eles. Para tanto, será importantíssima a nossa interação com a PR-2 (Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa). ▄

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Texto: Pedro Barreto/Secom/CFCH

Revisão: Dayse Tavares/Coordcom/UFRJ

Foto: Oscar Cabral/Rede MVDH (colaborador do Curso de Extensão Mídia, Violência e Direitos Humanos/Nepp-DH/UFRJ)

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